POLÍCIA

Hospital Conde Modesto desperdiça milhares de litros durante abastecimento por caminhão-pipa

Em meio a uma grave crise de abastecimento que atinge diversos bairros de Maricá, uma cena registrada no Hospital Municipal Conde Modesto Leal causou indignação entre moradores e pacientes. Um caminhão-pipa da concessionária Águas do Rio foi enviado à unidade para reforçar o fornecimento de água, mas durante o abastecimento da cisterna, grande parte do volume acabou sendo desperdiçada, escorrendo diretamente para a rua.

O veículo, com capacidade para cerca de 15 mil litros, estava reabastecendo o hospital enquanto, do outro lado da unidade, a água jorrava pelo chão, formando poças e escoando pela via pública. A situação chamou atenção principalmente por ocorrer no momento em que grande parte da cidade enfrenta dificuldades para receber água até mesmo para necessidades básicas, como banho, preparo de alimentos e limpeza.

Moradores questionam como uma unidade de saúde, que deveria ser prioridade máxima na gestão de recursos, permite um desperdício desse porte justamente quando a população sofre com a escassez. A cena levanta dúvidas sobre a fiscalização do abastecimento, o controle do nível da cisterna e a responsabilidade dos funcionários encarregados de acompanhar a operação.

“Não adianta mandar caminhão-pipa se ninguém controla o abastecimento. Enquanto o hospital recebe 15 mil litros, parte dessa água vai embora pela rua. Quem está responsável por isso?”, questionou um morador que acompanhou a cena.

A responsabilidade pelo controle da entrada e do armazenamento da água é da direção do hospital e dos funcionários encarregados da infraestrutura da unidade. Cabe a eles acompanhar o enchimento das cisternas, interromper o abastecimento quando os reservatórios atingem a capacidade máxima e evitar vazamentos.

Já a Águas do Rio, responsável pelo envio do caminhão, fornece o volume solicitado, mas não tem ingerência direta sobre o sistema interno do hospital. Isso torna ainda mais grave o episódio, pois indica falha operacional interna em um momento de crise hídrica.

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