Adolescente é apontado como autor da morte de bebê em Itaipuaçu e polícia apura possíveis outras vítimas
A Polícia Civil investiga a existência de possíveis outras vítimas de abuso envolvendo o adolescente de 13 anos apreendido pela morte da bebê Aylla Nunes, de 1 ano e 3 meses, ocorrida em Itaipuaçu, em Maricá.
De acordo com o delegado Jean Mertens, da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG), responsável pelo caso, durante depoimento o próprio adolescente teria mencionado a possibilidade de outras crianças também terem sido vítimas.
As crianças citadas, segundo as investigações, estariam entre aquelas que ficavam sob os cuidados da babá que atendia famílias no conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida, em Itaipuaçu. Em alguns casos, as crianças dormiam na residência da cuidadora — situação semelhante à que ocorreu com Aylla.
Segundo a linha investigativa apresentada até o momento, o adolescente teria ido até o cômodo onde a bebê dormia. A polícia apura que ele teria cometido abuso e, na sequência, utilizado asfixia, o que teria provocado a morte da criança. A confirmação oficial da causa da morte depende da conclusão dos laudos periciais.
A suspeita sobre outras possíveis vítimas surgiu a partir das declarações prestadas pelo adolescente. Diante disso, a Polícia Civil comunicou os responsáveis pelas crianças mencionadas e solicitou que elas fossem submetidas a exames periciais em Niterói.
A investigação passou a contar também com o apoio da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), que auxilia na apuração de eventuais novos casos.
O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo aos crimes de estupro e homicídio qualificado por asfixia. Ele será encaminhado ao sistema socioeducativo, onde permanecerá à disposição da Justiça enquanto o caso segue sob investigação.

