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Mulher sofre traumatismo craniano após ataque homofóbico em casa noturna

Uma madrugada de lazer no Centro de Maricá terminou em tragédia na última segunda-feira (9). Uma mulher permanece internada em estado grave após ser brutalmente espancada na Rua Álvares de Castro. O crime, que começou com importunação sexual e escalou para agressões físicas motivadas por preconceito, está sendo investigado pela 82ª DP (Maricá) com o acompanhamento de órgãos de direitos humanos.

Dinâmica do Crime: Do Assédio à Agressão

De acordo com testemunhas, a confusão teve início no interior de um estabelecimento quando um homem passou a importunar uma das vítimas. Ao perceber que a mulher estava acompanhada de sua companheira, o agressor teria passado a proferir ofensas homofóbicas.

A violência escalou rapidamente:

  • Ataque Físico: As duas mulheres foram agredidas. Uma delas foi alvo de uma sequência de socos e chutes, sofrendo lesões severas.
  • Continuidade da Violência: Relatos indicam que, embora a segurança da casa noturna tenha retirado os envolvidos do local, o espancamento prosseguiu na via pública.

Estado de Saúde e Socorro

A vítima mais atingida foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí. O boletim médico aponta que ela sofreu traumatismo craniano e precisou ser submetida a uma cirurgia de emergência. Seu quadro clínico ainda é considerado grave.

Rede de Apoio e Investigação

O caso mobilizou o programa Rio Sem LGBTIfobia. O Centro de Cidadania LGBTI Metropolitana II foi acionado pela unidade hospitalar e já iniciou o suporte institucional, oferecendo:

  1. Assistência Jurídica: Orientação para o registro e andamento do inquérito.
  2. Suporte Psicossocial: Acompanhamento direto às vítimas e aos familiares.
  3. Monitoramento Institucional: Garantia de que o viés de ódio (LGBTfobia) seja considerado nas investigações.

Identificação do Suspeito

A repercussão do caso tomou grandes proporções nas redes sociais, onde imagens de um suposto autor circulam entre os moradores. A Polícia Civil informou que o homem apontado como principal agressor já foi identificado, mas as diligências continuam para consolidar as provas e esclarecer a participação de outros envolvidos.


Denuncie a LGBTfobia: Crimes de ódio baseados na orientação sexual podem e devem ser denunciados. Além do 190, o Estado do Rio disponibiliza o suporte do programa Rio Sem LGBTIfobia para acolhimento e denúncias.

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