Profissionais são afastados após morte de bebê em hospital de Maricá
Profissionais de saúde foram afastados do Hospital Municipal Conde Modesto Leal após a morte do bebê Ravy da Silva, registrada na madrugada da última sexta-feira (20), no Centro de Maricá.
Histórico de atendimentos
De acordo com a família, a mãe do bebê, de 20 anos e com 37 semanas de gestação, procurou atendimento pela primeira vez no dia 10, após sentir dores.
Ela retornou à unidade no dia 18 com dores intensas e contínuas. Após avaliação médica e medicação, foi liberada para voltar para casa.
Já na madrugada entre os dias 19 e 20, com piora do quadro, a jovem voltou ao hospital. Segundo relatos, ao chegar à unidade, os profissionais não conseguiram identificar os batimentos cardíacos do bebê.
Procedimento e óbito
A gestante foi encaminhada para cirurgia, e o bebê nasceu sem vida, com 3,520 kg. Durante o atendimento, houve suspeita de diabetes gestacional, e a placenta foi recolhida para exames laboratoriais.
A mãe permaneceu internada por três dias e, após receber alta, segue em recuperação em casa.
Família cobra explicações
O sepultamento ocorreu na terça-feira (24), no Cemitério Municipal de Maricá. Abalada, a família busca esclarecimentos sobre o atendimento prestado e pede responsabilização, caso sejam confirmadas falhas.
Investigação em andamento
Em nota, a Prefeitura de Maricá informou que os profissionais envolvidos foram afastados das atividades assistenciais até a conclusão da apuração.
A administração também comunicou a abertura de uma sindicância interna para investigar as causas do óbito fetal, incluindo análise de exames complementares.
Além disso, o hospital disponibilizou acompanhamento por meio do serviço social e da equipe de psicologia à paciente e seus familiares.
Ponto de atenção
Casos como esse exigem cautela na análise: a apuração técnica é fundamental para distinguir entre evolução clínica inevitável e possível falha de conduta.

