Saúde promove 6º Fórum Permanente de Atenção Psicossocial em Maricá nesta quinta-feira (19)

A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza nesta quinta-feira (19/05), a 6ª edição do Fórum Permanente de Atenção Psicossocial, com o tema “Políticas Públicas Inclusivas e Luta Antimanicomial: Ferramentas para o Cuidado em Liberdade”. O evento marca o encerramento da Semana da Luta Antimanicomial e promoverá debates sobre alternativas para o tratamento de pessoas com transtornos mentais graves nos equipamentos municipais, focadas em uma abordagem humanizada e que assegure a liberdade dos usuários. O fórum é aberto ao público e acontece a partir das 9h, no auditório do Banco Mumbuca (no Centro).

As atividades começam com a palestra “Arte, Loucura e Liberdade”, ministrada por Sady Bianchin, secretário de Cultura de Maricá. Depois, o secretário de Políticas Inclusivas, Clauder Peres, apresenta o painel “Políticas Inclusivas e Luta Antimanicomial”, seguindo com a exposição “Benefícios Oferecidos pelo Passaporte Universitário, EJA e Secretaria de Educação: Experiências Exitosas”, feita por Adriana Costa, secretária municipal de Educação. O evento será encerrado com a apresentação do livro “Clínica Origami: Dobraduras entre Saúde Mental e Política”, que teve dois capítulos escritos por profissionais do Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II).

Para a coordenadora de Saúde Mental de Maricá, Edna Francisca, o fórum é uma forma de simbolizar o impacto da luta antimanicomial na cidade, apresentando o trabalho de excelência feito pela Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), além de atuar como um espaço que fomenta diálogos sobre políticas públicas voltadas à área.

“O Fórum Permanente de Atenção Psicossocial, evento que irá finalizar a Semana da Luta Antimanicomial, evidencia experiências exitosas da Secretaria de Saúde e de nossos parceiros de outras secretarias, que garantem inclusão. Devemos pensar no cuidado com a liberdade e em inclusão social voltadas à intersetorialidade, cooperação e desenvolvimento local. Essas políticas públicas promovem emancipação, autonomia e desenvolvimento, principalmente aos usuários da RAPS, algo de suma importância”, destacou.

Semana da Luta Antimanicomial reforça ações voltadas à saúde mental

A Semana da Luta Antimanicomial em Maricá teve início na segunda-feira (16), com diversas atividades de conscientização, mobilização e incentivo à cultura na Praça Conselheiro Macedo Soares (Praça do Turismo, no Centro). O evento é uma forma de combater o estigma da loucura — ainda associado às pessoas com transtornos mentais graves —, e contará nesta quarta-feira (18), às 10h, com uma roda de conversa na praça, seguindo com a caminhada até o CAPS infanto-juvenil (CAPSi).

Ainda na quarta-feira, às 14h, o Cine Henfil exibirá o filme “Nise – O Coração da Loucura”. A produção audiovisual retrata os desafios da psiquiatra Nise da Silveira, considerada pioneira na luta antimanicomial na década de 1940, que se recusou a utilizar técnicas de eletrochoque e lobotomia em pacientes tachados como perigosos — por conta de seus quadros psiquiátricos irreversíveis.

Programação completa do Fórum Permanente de Atenção Psicossocial

Confira todas as atividades que serão promovidas pelo Fórum Permanente de Atenção Psicossocial nesta quinta-feira (19):

– Abertura com o painel “Políticas Inclusivas e Luta Antimanicomial”, ministrado pelo secretário de Políticas Inclusivas, Clauder Peres;

– “Arte, Loucura e Liberdade”, palestra do secretário de Cultura, Sady Bianchin;

– “Benefícios oferecidos pelo Passaporte Universitário, EJA e Secretaria de Educação – Experiências Exitosas”, fala da secretária de Educação, Adriana Costa;

– “Benefícios oferecidos pela Moeda Social Mumbuca e pela Secretaria de Economia Solidária”: Luceli Costa e Aline Barros, representantes da Secretaria de Economia Solidária;

– Depoimento da senhora Cícera, idosa que venceu a depressão e um diagnóstico de câncer: mediado por Alessandra Guedes, coordenadora do Programa Saúde do Idoso;

– Encerramento com a apresentação do livro “Clínica Origami: Dobraduras entre Saúde Mental e Política”, que teve dois capítulos escritos pelas profissionais do CAPS II Nilceia Lucena Barbosa e Franciny Freitas Azevedo.

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