Carro de empresa de internet é incendiado por criminosos em Itaboraí
Mais um ataque ligado à disputa pelo controle ilegal do serviço de internet foi registrado na Região Metropolitana do Rio. Desta vez, criminosos incendiaram um veículo da empresa Leste Telecom na manhã desta terça-feira, em Itaboraí.
O ataque aconteceu no bairro Joaquim de Oliveira, enquanto um técnico realizava manutenção na rede de fibra óptica da operadora. Segundo informações da empresa, o funcionário foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta.
Os criminosos, que estavam mascarados, renderam o trabalhador e obrigaram que ele saísse do automóvel. Em seguida, atearam fogo no veículo e fugiram do local. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
O caso ocorreu a cerca de 200 metros do palco onde serão realizados os shows de aniversário pelos 193 anos de emancipação de Itaboraí.
Em nota, a Leste Telecom informou que o funcionário recebeu apoio da empresa e passa bem. A companhia afirmou ainda que o ataque causou prejuízos envolvendo um veículo novo da frota, além de equipamentos e materiais usados nas manutenções da rede.
A empresa também informou que está colaborando com as investigações conduzidas pela 71ª DP (Itaboraí).
Série de ataques no estado
O caso de Itaboraí é mais um episódio de violência relacionado à exploração clandestina de internet em áreas dominadas pelo crime organizado.
Segundo investigações e denúncias recebidas pelas autoridades, facções criminosas e milícias vêm expandindo o controle ilegal sobre o fornecimento de internet em diversas cidades do estado do Rio.
Empresas que se recusam a pagar taxas impostas pelos criminosos acabam sofrendo represálias, como incêndios de veículos, destruição de equipamentos e ameaças contra funcionários.
Além de Itaboraí, ataques semelhantes já foram registrados este ano em cidades como Maricá, Japeri, Paracambi e Cachoeiras de Macacu.
As investigações apontam que grupos criminosos passaram a controlar o serviço em áreas dominadas, proibindo operadoras legalizadas de atuar nos territórios. Em alguns locais, o crime organizado opera empresas próprias; em outros, cobra taxas das operadoras autorizadas para permitir a continuidade dos serviços.
Segundo levantamentos das autoridades, a atuação criminosa ligada à internet clandestina já alcança municípios em diferentes regiões do estado.


