ENTRETENIMENTO

Diretores de escolas municipais participam de palestra de educação no trânsito

A Prefeitura de Maricá e a Operação Lei Seca/RJ firmaram uma parceria para educar os motoristas sobre as atitudes ao volante. Uma das ações aconteceu nesta quarta-feira (29/09) com diretores de escolas municipais no CEPT Professora Zilca Lopes da Fontoura, no Centro.

Os danos individuais e sociais relacionados ao uso de álcool; imprudências pela falta do cinto de segurança e do capacete; incidência de acidentes perto da casa dos motoristas (cerca de 300 metros); e o fato da maior parte dos acidentes acontecer em linha reta (momento em que o motorista relaxa e acaba adormecendo) foram os temas abordados.

“A gente quer que as pessoas entendam a importância de cuidar. Hoje, fizemos essa ação educativa com diretores porque eles têm acesso às crianças, pais de alunos e professores. Por isso, queremos levar as palestras às escolas e impactar as crianças. Elas têm um papel fundamental para convencer os pais”, explicou o secretário de Trânsito e Engenharia Viária, Márcio Carvalho.

O secretário de Ordem Pública e Gestão de Gabinete Institucional (SEOP), Rhonalt Bueno, disse que foram aplicadas 6 mil multas em Maricá no primeiro semestre, sendo 4 mil por falta do uso de capacete.

“É necessária essa educação na escola, para que possamos trabalhar nas ruas, conscientizando nossos motoristas a cumprirem as normas”, reforçou.

O coordenador de Educação da Operação Lei Seca/ RJ, Francisco Granado explicou que a palestra educativa nas escolas é feita de duas maneiras.

“Para crianças com idades entre seis e 11 anos mostramos a realidade de uma forma lúdica, com desenho e algumas representações que, em seguida, eles ficam identificando os personagens. Já na palestra de 12 a 17 anos, a gente mostra balada, bebidas. Ou seja, o risco eminente que o jovem tem, para que não ocorra com eles hoje, como aconteceu com os nossos agentes que, infelizmente, se encontram na cadeira de rodas”, esclareceu.

Esse é o caso do agente Bruno Dutra, de 40 anos, que sofreu um acidente de moto quando tinha 18 anos de idade e ficou paraplégico.

“Fui irresponsável. Por isso, não me sinto vítima. Ganhei uma moto de aniversário e num domingo fiquei até mais tarde bebendo com os amigos. Na segunda, fui virado para a escola e bati atrás de um caminhão. Se o trabalho que faço hoje existisse lá atrás, acho que a minha vida seria diferente”, disse.

Coordenadora Geral de Ensino da Secretaria de Educação, Daiana Peixoto destacou a necessidade da aproximação do que se fala com o que se pratica.

“Isso é um espelho para os nossos alunos. Em relação ao trânsito não é diferente. A gente precisa conscientizar as crianças que cada um tem seu papel, para que a gente possa evitar o pior”, avaliou.

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