Chinesa quer instalar termelétrica a gás em Maricá
A CGGC assinou um protocolo de intenções com o prefeito de Maricá, Fabiano Horta (PT). O projeto, batizado de Complexo Power Maricá, ainda depende de estudos de viabilidade, licenciamento e da venda da energia nos leilões. O potencial estimado é de 2,6 GW.
Em março, representantes da CGGC estiveram pela primeira vez na cidade, avaliando opções de investimento em energia e gás natural, segundo informações da prefeitura.
A janela para contratação de térmicas a gás no Sudeste está fechada este ano, depois do cancelamento do A-6, por falta de demanda no mercado cativo.
O gás natural ficou de fora do A-5, confirmado para 16 de setembro. Apenas no Rio, havia 27 usinas cadastradas, num total 16 GW, no leilão A-6.
E o leilão de reserva de capacidade de 30 de setembro, a primeira licitação das termelétricas compulsórias previstas na lei de privatização da Eletrobras, vai contratar térmicas a gás situadas na região Norte, no Maranhão e no Piauí.
Maricá é a porta de entrada do Rota 3. O gasoduto trará o gás de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos – ativo que conta com a presença das também chinesas CNOOC e CNODC, com 3,7% cada.
O gasoduto offshore chega em terra em Maricá e se conecta, então, num gasoduto onshore, que levará o gás a Itaboraí – onde está sendo construído a unidade de processamento de gás natural (UPGN) da Petrobras no Polo GasLub (ex-Comperj).
Blueshift mira gás da Argentina Empresa brasileira pretende fechar, ainda este ano, uma parceria com um produtor argentino de gás natural para construir uma planta de liquefação no país vizinho. O plano é distribuir GNL de pequena escala na região Sul a partir de 2024.
O investimento inicial será de cerca de US$ 6,5 milhões, para uma capacidade de distribuição de 40 mil m3/dia, mas que pode ser ampliada para até 200 mil m3/dia.
EIG compra 25% da divisão de E&P da Repsol, em um negócio de US$ 4,8 bilhões. A parceria estratégica capitaliza a Repsol para aumentar seu investimento na transição energética. A meta é aumentar de 1,6 GW para 20 GW a sua capacidade instalada até 2030, com foco em renováveis.
O acordo entre EIG e Repsol envolve um potencial IPO do negócio de E&P nos EUA a partir de 2026. A operação está sujeita a condições de mercado favoráveis.
A transação marca, indiretamente, a investida do EIG em E&P de óleo e gás no Brasil. A Repsol, por meio da joint venture Repsol Sinopec, é uma das cinco maiores produtoras de petróleo do país, com participação em campos do pré-sal, como Lapa e Sapinhoá. Também é sócia de Equinor e Petrobras no projeto de gás natural de Pão de Açúcar (BM-C-33).
O fundo EIG atua, hoje, no Brasil, nos setores de transporte de gás (TBG); na geração de energia (GNA), infraestrutura portuária (Prumo) e no mal-sucedido projeto de sondas de perfuração da Sete Brasil.