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Suspeito de homicídio e tentativa de feminicídio morre após confronto com policiais civis em Maricá

Um homem de 26 anos, investigado por homicídio qualificado e tentativa de feminicídio, morreu após um confronto com policiais civis da 82ª DP (Maricá) na noite desta terça-feira (8), durante uma ação para cumprimento de mandado de prisão preventiva.

Segundo a Polícia Civil, Felipe Fries da Silva, conhecido como “FP”, era apontado pelas investigações como responsável pelo tráfico de drogas da facção Terceiro Comando Puro (TCP) na comunidade da Estação, em Ponta Negra.

A ação ocorreu quando os agentes tentavam cumprir o mandado expedido pela Justiça. De acordo com a corporação, o investigado deixou a comunidade na garupa de uma motocicleta em alta velocidade e sem capacete. Durante a abordagem, o motociclista teria avançado contra os policiais, enquanto Felipe desceu do veículo e correu para uma área de vegetação.

Ainda conforme a versão apresentada pela Polícia Civil, o homem teria efetuado disparos contra os agentes a partir da vegetação. Os policiais reagiram e houve um confronto.

Após os disparos, Felipe foi localizado ferido no chão. Com ele, os agentes encontraram um revólver calibre .38 com numeração raspada, contendo duas cápsulas deflagradas e quatro munições intactas. Um telefone celular também foi apreendido. O motociclista que acompanhava o investigado conseguiu fugir.

Os próprios policiais prestaram os primeiros socorros e encaminharam Felipe ao Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí. Apesar do atendimento médico, ele não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente.

🔎 Investigação

Contra Felipe havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Vara Criminal de Maricá, relacionado a investigações da própria 82ª DP.

Segundo a Polícia Civil, ele era investigado pela morte de Kauã Faria da Silva e por uma tentativa de feminicídio qualificado contra uma mulher.

Em razão do confronto, foi instaurado procedimento para apurar a ocorrência, incluindo a dupla tentativa de homicídio contra os policiais, além do registro relacionado ao porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada.

A perícia foi realizada no local, e as demais formalidades foram adotadas pela delegacia.

As informações sobre os disparos e a dinâmica do confronto são baseadas no relato da Polícia Civil e deverão integrar a apuração formal do caso.

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